GREVE ESTUDANTIL NA UFES

GREVE ESTUDANTIL NA UFES

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Hoje, dia 30 de maio de 2012, durante o conselho de entidades de base (CEB) foi deflagrada a greve estudantil, configurando a partir do dia 11 de junho (indicativo de greve dos servidores) um provavel greve geral na Universidade Federal do Espirito Santo.  Apesar da gestão do CALNUTRI estar em total conssonancia com o movimento grevista, abraçando e englobando a pauta listada abaixo, no momento da votação, cumprimos nosso papel de representação nos ABSTENDO da votação, uma vez que não tiramos nenhum posicionamento da última Assembleia geral por falta de representação do quinto período. Dessa forma, necessitamos com carater de urgencia, de uma nova assembleia na proxima semana, afim de cumprir o papel de definição do posicionamento do curso em relação a greve já instalada.

 

Nós, estudantes da Universidade Federal do Espírito Santo estamos em luta, pois temos um projeto de Universidade que ainda não é realidade no nosso cotidiano, que deveria ser pública, totalmente gratuita, de qualidade, presencial, popular, democrática e sócio-historicamente referenciada. Deste modo, para concretizar esse projeto, apresentamos as seguintes reivindicações ao Governo Federal e à Administração Central da UFES, respectivamente:

 

• REIVINDICAMOS AO GOVERNO FEDERAL

1. Por 10% do PIB para educação pública! Pela universalização do ensino público superior, com qualidade!
2. Que o governo atenda às reivindicações dos servidores técnico-administrativos, organizados por meio da FASUBRA, a fim de não haver a necessidade de deflagração de greve dia 11 de junho, conforme aponta o indicativo de greve dessa categoria.
3. Que o governo atenda imediatamente às reivindicações do movimento paredista do magistério superior, organizado por meio do ANDES-SN, e do movimento estudantil, organizado por meio de diversos DCE’s pelo Brasil, para que possamos retornar às atividades normais da Universidade, com condições adequadas de ensino, pesquisa e extensão.
4. Por contratação imediata de professores (em regime de trabalho de 40h e com Dedicação Exclusiva) para todos os cursos e servidores técnico-administrativos para as Universidades Federais! Concursos públicos, já!
5. Pela valorização dos professores e servidores técnico-administrativos, com salários justos e plano de carreira.
6. Contra a privatização do Hospital Universitário, seja por meio da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) ou qualquer outra iniciativa que vá nesse sentido. Por contratação imediata de pessoal e aumento do financiamento.
7. Pela criação de uma Guarda Universitária, em nível nacional, para realização da segurança nas Universidades, com pessoal treinado e qualificado numa perspectiva não repressiva, não militarizada e humanizada, com gestão paritária, composta pelos três segmentos da universidade e os próprios trabalhadores da segurança. Pelo fim de vigilância privada nas Universidades!
8. Pelo fim da transferência de verba pública aos empresários do ensino privado (por meio do PROUNI, FIES e outros). Que o dinheiro público da educação seja revertido exclusivamente para educação pública!
9. Extinção imediata das fundações ditas de apoio. Por autonomia para Universidade executar quaisquer processos consonantes às suas atividades.
10. Escolha dos/as dirigentes universitários por eleição direta, no mínimo, paritárias.
11. Fim dos cursos pagos nas universidades federais!

 

• REIVINDICAÇÕES À ADMINISTRAÇÃO CENTRAL DA UFES

1. Pela realização de um Congresso Estatuinte de caráter soberano, com delegação eleita na base e paritário para reformar o Estatuto e Regimento Interno da UFES.
2. Programa claro e eficiente de assistência estudantil, que garanta de fato a permanência dos/as estudantes. Pelo fim dos atrasos recorrentes no pagamento dos auxílios. Pela autonomia das assistentes sociais na identificação dos/as estudantes assistidos/as. Criação de uma Pró-reitoria específica de assistência estudantil.
3. Investimentos em acessibilidade completa com participação das pessoas com deficiência que são membros da comunidade universitária, especialmente na construção das novas obras e na de adaptação das antigas.
4. Melhorias concretas na infraestrutura de todos os campi, especialmente na iluminação, nos laboratórios, reforma do sistema hidráulico e elétrico.
5. Fim dos cursos pagos: que a UFES seja 100% pública! Mantêm-se os cursos, mas precisam ser gratuitos.
6. Ampliação e atualização do acervo das bibliotecas, incluindo exemplares para pessoas com deficiência visual. Por funcionamento imediato da impressora em braile, já adquirida pela Biblioteca Central, e por treinamento adequado para o/a operador/a. Pela digitalização completa do acervo das bibliotecas.
7. Funcionamento de todos os serviços da UFES como secretarias, colegiados, PROGRAD, etc., no período da noite.
8. Que os Restaurantes Universitários, nos quatro campi, sirvam três refeições diárias e abram nos finais de semana.
9. Pela construção imediata da Clínica Escola, como estava previsto no projeto de implementação dos cursos do REUNI do CCS.
10. Contra a entrada do Hospital Cassiano Antonio de Moraes à EBSERH. Que o processo de discussão com a comunidade seja radicalmente democrático, com audiências públicas dentro e fora da Universidade, amplo debate e um plebiscito para decidir.
11. Garantia de segurança e apoio às festas promovidas por entidades estudantis.
12. Política de segurança humanizada para os campi da UFES, sem presença de Polícia Militar ou Civil. Pela criação de Conselho de Controle Social da Política de Segurança da UFES, de caráter paritário entre os três segmentos e deliberativo.
13. Melhorias na infraestrutura, contratação de professores, alimentação adequada para as crianças e ampliação das vagas na Creche Universitária (CRIARTE), especialmente para mães-estudantes.
14. Contra a privatização dos espaços de produção-difusão de cultura da Universidade, por gestão democrática e acesso gratuito. Especialmente o Teatro Universitário e a Galeria de Arte.
15. Contra a privatização da Universidade! Que a Universidade seja financiada exclusivamente com recursos públicos, a fim de preservar o preceito constitucional da autonomia universitária.
16. Reforma imediata da Praça de Esportes, especialmente o Ginásio. Por gestão democrática desses espaços, que sejam abertos à prática esportiva da comunidade.
17. Por ampliação das cotas sociais e pela criação das cotas raciais.
18. Pela construção imediata da nova Biblioteca e do novo Restaurante Universitário do Centro de Ciências da Saúde (CCS), com cozinha própria (com reformulação da planta), e no Centro de Ciências Agrárias (CCA).
19. Cumprimento do acordo celebrado após a greve de bolsistas, incluindo a transição das bolsas PAD por bolsas de Pesquisa (PIBIC), Extensão (PIBEX), Monitoria (PID) e Estágio. Assim como o remanejamento dos antigos bolsistas PAD. Nenhuma bolsa a menos! Queremos expansão! Pelo reajuste das bolsas para o valor correspondente a um salário mínimo.
20. Centro de Línguas 100% gratuito e que seja implantado um Centro de Línguas estrangeiras em todos os campi da UFES.
21. Publicização e transparência nas finanças da Universidade, principalmente relacionadas à assistência estudantil. Que o Orçamento Geral da Universidade seja aprovado anualmente pelo Conselho Universitário, como determina o Estatuto da UFES e legislação federal. Por instrumentos de participação e controle social, garantindo descentralização orçamentária, especialmente dos campi do interior.
22. Democratização e abertura da Rádio Universitária para a comunidade acadêmica, como forma de luta pela democratização da comunicação e de melhoria da formação dos/as estudantes.
23. Criação de um jornal da UFES que tenha notícias de todos os campi e seja gerido pelos três setores da Universidade.
24. Democratização, melhoria na estrutura e aumento de investimentos na editora da UFES. Criação de cota específica para os/as estudantes publicarem seus trabalhos.
25. Criação de moradia estudantil nos campi. Por reforma e revitalização das que já existem.
26. Construção de salas, com estrutura completa, para Centros e Diretórios Acadêmicos que ainda não possuem e melhoria dos que já existem. Especialmente no Centro Universitária Norte do Espírito Santo (CEUNES), Centro de Ciências Agrárias (CCA) e Centro de Ciências da Saúde (CCS).
27. Wireless em todos os campi.
28. Pela conclusão imediata das obras do anel viário, de drenagem e pavimentação no CEUNES.
29. Construção de Centros de Vivência em todos os campi, incluindo espaço adequado para realização de eventos culturais.
30. Por suspensão imediata do calendário acadêmico (como já oficializado pelo Comando de Greve e Diretório Central dos/as Estudantes e até o presente momento não apreciado pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão) e reposição de todas as aulas perdidas desde a deflagração da greve dos/as professores.
31. Espaço físico suficiente para todos os projetos de pesquisa e extensão da universidade.
32. Por condições de funcionamento da TV-UFES, com servidores técnico-administrativos e bolsistas, com gestão democrática e participação dos três segmentos.
33. Espaço nos meios de comunicação da Universidade (Informa, Site…) para os três segmentos, por meio de suas entidades representativas.
34. Melhorias na infraestrutura física para a pós-graduação.
35. Conclusão imediata da obra do Auditório do Centro de Artes.
36. Aumento da verba e gestão democrática da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação.
37. Regulamentação e fiscalização do estágio de docência dos estudantes de pós-graduação.
38. Pelo fim da utilização do Ensino a Distância (EAD), enquanto método de massificação sem qualidade da educação pública superior.
39. Contra a separação entre bacharelado e licenciatura, pela formação com dupla qualificação. Assim como as habilitações dos cursos de comunicação social de acordo com o acúmulo obtido pela FENEX. Pela formação unificada!
40. Pela construção de um Hospital Universitário em São Mateus.
41. Por melhorias no Hospital Veterinário do CCA, que está em situação calamitosa. Pela manutenção constante do Hospital Veterinário!
42. Pela democratização da Comissão Própria de Avaliação e das Comissões Próprias dos Cursos para uma adequada avaliação da qualidade da Universidade, com composição paritária, indicada pelas bases de cada categoria.
43. Por paridade na composição, entre os três segmentos, dos espaços deliberativos da Universidade, incluindo Câmaras Departamentais, Colegiados de Cursos, Programas de Pós-Graduação, Conselhos Departamentais e Conselhos Superiores.
44. Liberação imediata de diárias para os/as estudantes representantes nos Conselhos Superiores, oriundos dos campi do interior. Queremos tratamento isonômico! Basta dessa discriminação!
45. Que as decisões políticas da Universidade e sua produção científica tenham como referência sempre o interesse público da coletividade, sempre buscando atender às demandas dos movimentos sociais.
46. Que nenhum estudante finalista deixe de ser formar com a suspensão do calendário acadêmico.
47. Ampliação do auxílio financeiro para viagens acadêmicas ou estudantis – aéreas ou não – além de isonomia entre as categorias. Garantindo, sempre, transporte para as aulas teóricas e práticas fora da mesma.
48. Pela ampliação da frota de transportes (ônibus, micro-ônibus, vans…) da própria universidade para aulas de campo, congressos/seminários e eventos estudantis.

“Cadê os auxílios do Programa de Assistência Estudantil? – Queremos nossa bolsa já!”

“Cadê os auxílios do Programa de Assistência Estudantil? – Queremos nossa bolsa já!”

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Não é novidade para ninguém o descaso que a Reitoria tem com a Assistência Estudantil. Os auxílios muitas vezes são insuficientes e não garantem de fato a permanência de alguns estudantes na universidade. Além da insuficiência dos auxílios, esse semestre, como muitos já perceberam, ainda não foram liberados os pagamentos.

O resultado final, segundo o edital, estava previsto para sair no dia 18 de abril. Entretanto foi adiado para o dia 16 de maio, mais de dois meses depois do inicio das aulas, isso já prejudicaria a vida de muitos estudantes. Esse primeiro atraso ocorreu, pois o número de estudantes que entram com o pedido desses auxílios cresce a cada ano e a universidade não aumenta seu quadro de servidores disponíveis para a análise desses pedidos. Só esse semestre foram mais de 4 mil pedidos de cadastro e recadastro, nos quatro Campi.

Porém dia 16 de maio já passou e agora a promessa é para que o resultado final saia no dia 30 de maio. A lista parcial de pagamento já está nas mãos da Pró-Reitora de Gestão de Pessoas e Assistência Estudantil, responsável pela liberação do pagamento. Então por que não foi feito o pagamento desses estudantes que já estão deferidos? Por que a lista final ainda não foi divulgada?

Porque um dos itens do edital de recadastro prevê que o estudante que não tiver um aproveitamento de 75% das disciplinas matriculadas no semestre anterior, isso é, reprovar por nota em mais de uma matéria, perderá o direito de continuar participando do programa de assistência estudantil. Como esse item nunca se aplicou aos estudantes do cadastro, uma vez que, esses estudantes estão pleiteando os benefícios pela primeira vez, essa analise não foi feita para os estudantes do cadastro, somente do recadastro. Dessa forma alguns desses estudantes que já eram cadastrados foram justificar o baixo rendimento das bolsas e, as Assistentes Sociais, que conforme prevê o edital tem a autonomia de analisar cada caso individualmente, compreenderam a necessidade desses estudantes continuarem recebendo o auxilio para permanecerem na universidade e concluírem seu curso, conforme prevê o PNAES (Programa Nacional de Assistência Estudantil), pois analisaram questões econômicas e sociais que vão para além da sala de aula.

Porém a Pró-Reitora compreende que esses estudantes que foram deferidos, pelas Assistentes Sociais, deveriam ser indeferidos, pois não estão de acordo com esse item do edital, uma visão meramente legalista. Nesse impasse o resultado final ainda não foi divulgado, dificultando a vida de vários estudantes que dependem diretamente desses auxílios para se manterem na universidade e talvez prejudique mais de 400 estudantes de todos os campi que não se enquadram especificamente nesse item do edital.

Isso demonstra uma clara tentativa da Reitoria de cortes de gastos e a falta de compromisso na garantia do direito dos estudantes de permanecerem e concluírem seus respectivos cursos.

Com base nisso exigimos que os pagamentos desses auxílios saiam imediatamente, sem prejuízo para os estudantes que realmente precisam, respeitando a decisão das Assistentes Sociais, pois são profissionais capacitadas tecnicamente para fazer essa análise.

Assinam essa nota:

CALPSI/ DALET/ CACOS/ CALHIS/ CADI/ CALNUTRI/ CALARQ/ CATO/ CA OCEONOGRAFIA/ CALENF/ CALCSO/ CALSS/ CAMAT/ CALAU/ CALBI/ CALAD/ CALAU/ DA-CEUNES/ DAEF/ DA-CCA/ PPGE/ PPG-Política Social/ COLETIVO CARCARÁ/ DCE Ufes

Atualizações da GREVE DOCENTE

Atualizações da GREVE DOCENTE

Para nos inteirar em relação a paralisação dos Docentes da UFES, voltamos com algumas informações novas. Com a data de hoje (22/05), mais quatro Instituições de Ensino Superior entram em greve (UFRJ, UNIFESP, UnB, UNIPAMPA e UFJF  ) totalizando 41 instituições federais paralisadas. A lista está no link a seguir.(http://portal.andes.org.br/imprensa/noticias/imp-ult-677826833.pdf).

Na UFES, cada dia mais a Universidade começa a parar, mais professores aderem, e os estudantes estão em constante movimentação para definir suas ações e posicionamentos. Na Nutrição, mais duas professoras efetivas e uma professora do ciclo básico se encorporaram ao movimento grevista, suspendendo assim, as aulas de Epidemiologia, Métodos de Analise de Pesquisa e Nutrição & Metabolismo. Em ambito superior da Universidade, possuimos três Conselhos Deliberativos que decidem os rumos da UFES. Um deles é o CEPE – Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão, o qual havia sido marcada uma reunião ordinária para o dia de hoje, e que na mesma iria ser proposta por parte da comunidade universitária, a suspensão do calendário acadêmico durante o período de greve, instalando assim, de forma deliberada e formal, a paralisação das aulas. Porém, a reunião de hoje foi estranhamente desmarcada, com a alegação de não existirem pautas relevantes para que a mesma aconteça.

Quinta feira, dia 24 de maio, as 9h no Auditório de Enfermagem haverá uma reunião do Comando de Greve do CCS. Será um importante espaço para que possamos entender o processo, e dar certa dinâmica no que diz respeito as informações, para horizontalizar e sanar as dúvidas.

Na quinta feira também, ocorrerá a Assembleia dos Estudantes de Nutrição, as 14h no Auditorio Elsa. O espaço será importante para difundir as informações acerca da Greve dos Docentes, e tirar um posicionamento dos estudantes do curso em relação a greve.

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Se você não faz Nutrição, e seu curso ainda não fez uma Assembleia para definir o posicionamento da estudantada, procure seu CA/DA, e articulem-se , pois a construção coletiva é fundamental para definição de ações e momentos de mobilização!

E se você é membro do CA/DA do seu curso, fica a dica… AMANHÃ, DIA 23 DE MAIO, OCORRERÁ O CEB -Reunião de CA/DAs da UFES toda para debate em relação a greve e situação de cada curso! Não falte por nada, e insira seu curso neste processo de decisão!